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também já foi publicado. E isso lembra-me que devo uma actualizaçãozinha a este blogue, mas isto de ser mãe trabalhadora e participante de um projecto a nível internacional não dá para tudo… Prometo esforçar-me no fim-de-semana prolongado.

já está online.

http://360energydiet.com/2011/05/31/unexpectedly-below-average-on-electricity-use/

Para quem ainda não sabe, já começou o Great Energy Challenge. O primeiro post já foi publicado e os sete concorrentes já estão apresentados. Somos apenas 7, menos dois do que na edição anterior. Também nesta edição convidaram um colaborador da National Geographic que anda a arrebatar os likes da malta :)

Ao dar uma vista de olhos pelos outros concorrentes, reparo que só há dois que não têm o inglês como língua nativa, eu e a concorrente da China. Além disso, alguns dos outros concorrentes já andam nestas andanças ecológicas há muito tempo, logo têm a vida facilitada em muitos aspectos. Mas como os pontos servem apenas para afagar a alma e ninguém anda à caça do prémio, levamos isto tudo na boa e vamos pensando nos posts semanais sem pressas. Tal como as mudanças, que estão a ser feitas muito lentamente…

Este desafio calhou numa péssima altura: altura em que vou regressar ao trabalho depois de 5 meses de licença de maternidade e em que ando a fazer a integração da bebé no berçário (ou será antes a integração da mãe?). Ainda não consegui ir comprar lâmpadas eficientes para substituir as outras, mas cá em casa a vida aos poucos vai mudando. O parceiro já vai percebendo a dinâmica da reciclagem e as luzes vão-se apagando se não estiver ninguém na sala (nem que ande eu atrás dele a apagá-las…). As máquinas da roupa e da loiça também já só funcionam praticamente entre as 22h e as 8h (porque temos a tarifa bi-horária) e, shame one me, só agora, depois de um ano nesta casa, coloquei uma garrafa de água de litro e meio no autoclismo para  poupar em cada descarga. Mas mais vale tarde que nunca.

Outra grande mudança é que comecei, finalmente, a usar as fraldas reutilizáveis que tantos dissabores me deram há uns meses. A rapariga está mais rechonchuda, o cocó mais espesso (perdoem-me a conversa de m…) e as fraldas já não apresentam fugas nenhumas. Ainda só as uso em casa, mas à medida que for ganhando confiança vou passar inclusivamente a levá-las para o berçário. Descobri, há dias, que há lá um bebé com fraldas destas. As educadoras não gostam, mas já abriram o precedente.

E agora é altura de começar a pensar no post da semana que vem sobre o consumismo. Aqui podem ver as tarefas que competem a esta categoria. Na sub-categoria “wild carts” posso adicionar as minhas próprias sugestões. Se alguém quiser contribuir com ideias para esta ou outra categoria, agradeço! Se não, já tenho uma ou outra ideia!

Uma breve nota

para avisar que o Great Energy Challenge da National Geographic/Shell já arrancou e já estamos online com o primeiro post. Parece que somos apenas 7 concorrentes. Vamos ver como nos safamos nas próximas 8 semanas!

http://360energydiet.com/2011/05/23/a-way-to-start/

Até há bem pouco tempo, este blogue estava estagnado e o grupo do Facebook não via aumentar o seu número de fãs. Quando, graças ao Energy Challenge da National Geographic, resolvi voltar a postar e a retomar a minha actividade em prol do ambiente, sou, de repente e sem qualquer pré-aviso, nomeada para o Green Blogger Awards do site LX Sustentável, patrocinado pela Siemens. Não estava nada à espera e sinto-me bastante lisonjeada. Quem não se sentiria? Afinal, há por aí um grupo de pessoas atento às iniciativas ambientais de cidadãos particulares.

Como boa concorrente que sou, fui espreitar os outros 2 candidatos e devo dizer que gostei bastante dos posts. Não será tarefa fácil ser a mais votada, por isso apelo ao voto de todos os amigos, leitores e seguidores no Facebook! Para votar, basta irem ao site e deixarem um comentário com o título do post: “Novo projecto verde”. Podem participar até 23 de Maio!

Mas, entretanto, se gostarem mais dos outros posts, bom, eu compreendo… ;)

Depois da No Impact Experiment em Janeiro de 2010 e da colaboração no projecto EcoFamílias II, vamos entrar num outro projecto: a 360º Energy Diet promovida pela National Geographic e pela Shell.

<p><a href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=809">Image: Idea go / FreeDigitalPhotos.net</a></p>

Este desafio assenta na adopção de práticas mais sustentáveis no dia-a-dia por forma a diminuir o consumo energético do lar e a pegada ecológica de cada família. Para concorrer só tive de enviar um e-mail, onde apresentei a minha família e mencionei quais os motivos que me levam a querer fazer parte deste projecto.

Hoje recebi um e-mail muito simpático a agradecer a minha candidatura e a convidar-me para integrar o desafio. Provavelmente qualquer pessoa que se candidate é seleccionada, mas eu quero pensar que é feita uma pré-selecção para lhes poupar trabalho no fim. É que cada família que participe tem de enviar pelo menos um post com 500 a 800 palavras por semana, durante 8 semanas. Cada família terá também cinco peritos em energia e ambiente para nos ajudar nas tarefas e esclarecer dúvidas, logo, é do seu interesse reduzir, à partida, o número de participantes.

No final, as 9 famílias com mais pontos (que podem ir dos 315 aos 595) são representadas no site da National Geographic, incluindo os posts que foram enviando ao longo das semanas. Que honra! O prémio? Bom, não se ganham automóveis, nem viagens às Maldivas, nem 20 000 Euros livres de impostos, apenas uma consciência mais leve de que, durante 8 semanas, se fez muito pelo ambiente. Com sorte, talvez seja possível manter a maior parte das práticas adoptadas para além destas 8 semanas. Quem sabe, para o resto da vida?

A lista de mudanças pretendidas não é extensa, mas dá que fazer. O que me consola é que alguns dos itens já fazem parte do meu dia-a-dia, como a reciclagem, o consumo de produtos biológicos e o dia vegetariano. Outras tarefas vão representar uma autêntica revolução no dia-a-dia cá de casa, como obrigar o meu namorado a apagar as luzes sempre que sai de um quarto ou a desligar o portátil completamente quando se vai deitar. Já o comecei a habituar à ideia, pois até 23 de Maio, data do primeiro post, a coisa já tem de estar interiorizada. É que estas são as medidas fáceis. Quando chegarmos à parte da compostagem ou da redução de milhas voadas é que vai ser o bom e o bonito…

Não escrevia nada desde Agosto, o que não quer dizer que tivesse estado parada, ecologicamente falando. Mas, na verdade, os últimos meses não foram os mais ecológicos cá em casa. Razão: fui mãe há quatro meses. E o que tem isso a ver? Tem tudo. As prioridades mudam à medida que as hormonas se desregulam na gravidez. Conforme a minha gravidez foi avançando (e à data do último post já andaria pelo quinto mês) e entrei na “fase do ninho”, o meu “progresso ecológico” foi diminuindo. Ainda li umas coisas sobre criar bebés naturalmente, ainda consegui refrear o consumismo e não desatar a comprar roupinhas de bebé antes do tempo, aproveitei mobília e roupa usada por primos e amigos para decorar o quartinho e vestir a menina, mas pintei o quarto da criança (ai…) com uma tinta nada ecológica (ai, ai…) e ainda colei uma faixa de papel de parede à volta do quarto (ai, ai, ai…) que veio do estrangeiro e mais não sei quê (desisto).

Por um lado, tinha uma grande ansiedade de não conseguir refrear as avós de comprar mundos e fundos, coisas em plástico e materiais nada aconselháveis, mas se houve coisa que eu nunca consegui vencer (ou entender) foi o desenfreamento das avós… Por outro lado, tinha um grande plano com as fraldas reutilizáveis. A ideia de ajudar a encher as lixeiras com milhares de fraldas no espaço de dois anos e meio, mais coisa menos coisa, apavorava-me e, então, no último mês de gravidez fui adquirindo um lote de fraldas reutilizáveis que me permitisse manter um stock confortável durante o Inverno em que, já se sabe, a roupa custa mais a secar.

Mas foi aqui que falhei redondamente. Não sei se foi da marca das fraldas, se sou eu que não as uso correctamente, se simplesmente embirrei com elas, mas o meu plano de não usar fraldas de plástico ou usá-las apenas para as saídas exteriores foi por água abaixo logo nas primeiras semanas. As fraldas não serviam bem. Apesar de serem concebidas para bebés com mais de 3 quilos, parecia que ficavam folgadas. E o chichi (e não só…) saía e passava para a roupa. Cada chichi (e não só), cada muda de roupa. Ecologicamente não me estava a compensar, fora o tempo perdido a trocar a roupa, lavá-la, passá-la, etc. Irritada e desiludida, passei para as descartáveis, mas não descartei a hipótese de voltar a usar as de pano. Talvez quando a miúda crescer e engordar e as fraldas ficarem justinhas… Mas a verdade é que já lá vão quatro meses (a miúda já gorda e crescida) e sempre que decido experimentar, acabo por me aborrecer com a frequência das fugas e voltar a guardar as fraldas de pano. Esperam agora no armário por melhores dias.

Levei eu tanto tempo a convencer o pai com este estudo da Quercus e com uma folha Excel em que comparava os diferentes tipos de fraldas, as marcas e os preços (é um mundo, senhores…) para, no fim, ser eu quem não as quer utilizar. E, não, não utilizo fraldas biodegradáveis. Uso mesmo aquelas do supermercado, com plástico, petróleo e tudo o mais que já causou dermatites à bebé, mas que me garante que posso sair à rua descansada e que a miúda não vai ficar com as calças manchadas. Já eu dizia lá em cima que as prioridades mudam completamente…

Há que encontrar uma maneira de compensar todo este abuso ambiental. E, por isso, andamos a pensar neste desafio ecológico da National Geographic… A ver vamos como nos sai este plano.

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