também já foi publicado. E isso lembra-me que devo uma actualizaçãozinha a este blogue, mas isto de ser mãe trabalhadora e participante de um projecto a nível internacional não dá para tudo… Prometo esforçar-me no fim-de-semana prolongado.
Na categoria Uncategorized | Deixar um Comentário »
Para quem ainda não sabe, já começou o Great Energy Challenge. O primeiro post já foi publicado e os sete concorrentes já estão apresentados. Somos apenas 7, menos dois do que na edição anterior. Também nesta edição convidaram um colaborador da National Geographic que anda a arrebatar os likes da malta
Ao dar uma vista de olhos pelos outros concorrentes, reparo que só há dois que não têm o inglês como língua nativa, eu e a concorrente da China. Além disso, alguns dos outros concorrentes já andam nestas andanças ecológicas há muito tempo, logo têm a vida facilitada em muitos aspectos. Mas como os pontos servem apenas para afagar a alma e ninguém anda à caça do prémio, levamos isto tudo na boa e vamos pensando nos posts semanais sem pressas. Tal como as mudanças, que estão a ser feitas muito lentamente…
Este desafio calhou numa péssima altura: altura em que vou regressar ao trabalho depois de 5 meses de licença de maternidade e em que ando a fazer a integração da bebé no berçário (ou será antes a integração da mãe?). Ainda não consegui ir comprar lâmpadas eficientes para substituir as outras, mas cá em casa a vida aos poucos vai mudando. O parceiro já vai percebendo a dinâmica da reciclagem e as luzes vão-se apagando se não estiver ninguém na sala (nem que ande eu atrás dele a apagá-las…). As máquinas da roupa e da loiça também já só funcionam praticamente entre as 22h e as 8h (porque temos a tarifa bi-horária) e, shame one me, só agora, depois de um ano nesta casa, coloquei uma garrafa de água de litro e meio no autoclismo para poupar em cada descarga. Mas mais vale tarde que nunca. 
Outra grande mudança é que comecei, finalmente, a usar as fraldas reutilizáveis que tantos dissabores me deram há uns meses. A rapariga está mais rechonchuda, o cocó mais espesso (perdoem-me a conversa de m…) e as fraldas já não apresentam fugas nenhumas. Ainda só as uso em casa, mas à medida que for ganhando confiança vou passar inclusivamente a levá-las para o berçário. Descobri, há dias, que há lá um bebé com fraldas destas. As educadoras não gostam, mas já abriram o precedente.
E agora é altura de começar a pensar no post da semana que vem sobre o consumismo. Aqui podem ver as tarefas que competem a esta categoria. Na sub-categoria “wild carts” posso adicionar as minhas próprias sugestões. Se alguém quiser contribuir com ideias para esta ou outra categoria, agradeço! Se não, já tenho uma ou outra ideia!
Na categoria Uncategorized | Deixar um Comentário »
para avisar que o Great Energy Challenge da National Geographic/Shell já arrancou e já estamos online com o primeiro post. Parece que somos apenas 7 concorrentes. Vamos ver como nos safamos nas próximas 8 semanas!
Na categoria Uncategorized | Deixar um Comentário »
Até há bem pouco tempo, este blogue estava estagnado e o grupo do Facebook não via aumentar o seu número de fãs. Quando, graças ao Energy Challenge da National Geographic, resolvi voltar a postar e a retomar a minha actividade em prol do ambiente, sou, de repente e sem qualquer pré-aviso, nomeada para o Green Blogger Awards do site LX Sustentável, patrocinado pela Siemens. Não estava nada à espera e sinto-me bastante lisonjeada. Quem não se sentiria? Afinal, há por aí um grupo de pessoas atento às iniciativas ambientais de cidadãos particulares.
Como boa concorrente que sou, fui espreitar os outros 2 candidatos e devo dizer que gostei bastante dos posts. Não será tarefa fácil ser a mais votada, por isso apelo ao voto de todos os amigos, leitores e seguidores no Facebook! Para votar, basta irem ao site e deixarem um comentário com o título do post: “Novo projecto verde”. Podem participar até 23 de Maio!
Mas, entretanto, se gostarem mais dos outros posts, bom, eu compreendo…
Na categoria Uncategorized | Deixar um Comentário »
Depois da No Impact Experiment em Janeiro de 2010 e da colaboração no projecto EcoFamílias II, vamos entrar num outro projecto: a 360º Energy Diet promovida pela National Geographic e pela Shell.

<p><a href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=809">Image: Idea go / FreeDigitalPhotos.net</a></p>
Este desafio assenta na adopção de práticas mais sustentáveis no dia-a-dia por forma a diminuir o consumo energético do lar e a pegada ecológica de cada família. Para concorrer só tive de enviar um e-mail, onde apresentei a minha família e mencionei quais os motivos que me levam a querer fazer parte deste projecto.
Hoje recebi um e-mail muito simpático a agradecer a minha candidatura e a convidar-me para integrar o desafio. Provavelmente qualquer pessoa que se candidate é seleccionada, mas eu quero pensar que é feita uma pré-selecção para lhes poupar trabalho no fim. É que cada família que participe tem de enviar pelo menos um post com 500 a 800 palavras por semana, durante 8 semanas. Cada família terá também cinco peritos em energia e ambiente para nos ajudar nas tarefas e esclarecer dúvidas, logo, é do seu interesse reduzir, à partida, o número de participantes.
No final, as 9 famílias com mais pontos (que podem ir dos 315 aos 595) são representadas no site da National Geographic, incluindo os posts que foram enviando ao longo das semanas. Que honra! O prémio? Bom, não se ganham automóveis, nem viagens às Maldivas, nem 20 000 Euros livres de impostos, apenas uma consciência mais leve de que, durante 8 semanas, se fez muito pelo ambiente. Com sorte, talvez seja possível manter a maior parte das práticas adoptadas para além destas 8 semanas. Quem sabe, para o resto da vida?
A lista de mudanças pretendidas não é extensa, mas dá que fazer. O que me consola é que alguns dos itens já fazem parte do meu dia-a-dia, como a reciclagem, o consumo de produtos biológicos e o dia vegetariano. Outras tarefas vão representar uma autêntica revolução no dia-a-dia cá de casa, como obrigar o meu namorado a apagar as luzes sempre que sai de um quarto ou a desligar o portátil completamente quando se vai deitar. Já o comecei a habituar à ideia, pois até 23 de Maio, data do primeiro post, a coisa já tem de estar interiorizada. É que estas são as medidas fáceis. Quando chegarmos à parte da compostagem ou da redução de milhas voadas é que vai ser o bom e o bonito…
Na categoria Uncategorized | 6 Comentários »
Não escrevia nada desde Agosto, o que não quer dizer que tivesse estado parada, ecologicamente falando. Mas, na verdade, os últimos meses não foram os mais ecológicos cá em casa. Razão: fui mãe há quatro meses. E o que tem isso a ver? Tem tudo. As prioridades mudam à medida que as hormonas se desregulam na gravidez. Conforme a minha gravidez foi avançando (e à data do último post já andaria pelo quinto mês) e entrei na “fase do ninho”, o meu “progresso ecológico” foi diminuindo. Ainda li umas coisas sobre criar bebés naturalmente, ainda consegui refrear o consumismo e não desatar a comprar roupinhas de bebé antes do tempo, aproveitei mobília e roupa usada por primos e amigos para decorar o quartinho e vestir a menina, mas pintei o quarto da criança (ai…) com uma tinta nada ecológica (ai, ai…) e ainda colei uma faixa de papel de parede à volta do quarto (ai, ai, ai…) que veio do estrangeiro e mais não sei quê (desisto).
Por um lado, tinha uma grande ansiedade de não conseguir refrear as avós de comprar mundos e fundos, coisas em plástico e materiais nada aconselháveis, mas se houve coisa que eu nunca consegui vencer (ou entender) foi o desenfreamento das avós… Por outro lado, tinha um grande plano com as fraldas reutilizáveis. A ideia de ajudar a encher as lixeiras com milhares de fraldas no espaço de dois anos e meio, mais coisa menos coisa, apavorava-me e, então, no último mês de gravidez fui adquirindo um lote de fraldas reutilizáveis que me permitisse manter um stock confortável durante o Inverno em que, já se sabe, a roupa custa mais a secar.
Mas foi aqui que falhei redondamente. Não sei se foi da marca das fraldas, se sou eu que não as uso correctamente, se simplesmente embirrei com elas, mas o meu plano de não usar fraldas de plástico ou usá-las apenas para as saídas exteriores foi por água abaixo logo nas primeiras semanas. As fraldas não serviam bem. Apesar de serem concebidas para bebés com mais de 3 quilos, parecia que ficavam folgadas. E o chichi (e não só…) saía e passava para a roupa. Cada chichi (e não só), cada muda de roupa. Ecologicamente não me estava a compensar, fora o tempo perdido a trocar a roupa, lavá-la, passá-la, etc. Irritada e desiludida, passei para as descartáveis, mas não descartei a hipótese de voltar a usar as de pano. Talvez quando a miúda crescer e engordar e as fraldas ficarem justinhas… Mas a verdade é que já lá vão quatro meses (a miúda já gorda e crescida) e sempre que decido experimentar, acabo por me aborrecer com a frequência das fugas e voltar a guardar as fraldas de pano. Esperam agora no armário por melhores dias.
Levei eu tanto tempo a convencer o pai com este estudo da Quercus e com uma folha Excel em que comparava os diferentes tipos de fraldas, as marcas e os preços (é um mundo, senhores…) para, no fim, ser eu quem não as quer utilizar. E, não, não utilizo fraldas biodegradáveis. Uso mesmo aquelas do supermercado, com plástico, petróleo e tudo o mais que já causou dermatites à bebé, mas que me garante que posso sair à rua descansada e que a miúda não vai ficar com as calças manchadas. Já eu dizia lá em cima que as prioridades mudam completamente…
Há que encontrar uma maneira de compensar todo este abuso ambiental. E, por isso, andamos a pensar neste desafio ecológico da National Geographic… A ver vamos como nos sai este plano.
Na categoria Uncategorized | Deixar um Comentário »
A Ema lançou-me um desafio sobre 10 maneiras de me sintonizar com a Natureza.
1. Fazer snorkelling. Tenho sérias dúvidas quanto à sustentabilidade desta actividade, principalmente quando, para a fazer em sítios paradisíacos, é preciso andar de avião, alugar um barco e poluir o oceano com o combustível e as descargas do mesmo, mas se houve coisa que me fez sintonizar com a Natureza foi isto: descobrir que lá em baixo, afinal, os peixes não fazem mal e que é um crime enfiá-los num aquário, por muito grande que seja. Também é um crime comê-los, mas isto fica para outro dia…
2. Fazer caminhadas em reservas naturais, respeitando ao máximo as regras e fazendo o mínimo barulho possível para não assustar a fauna.
3. Deitar-me na relva (sem toalhas ou cobertores), se bem que sou um bocadinho “coisinha” com a bicharada…
4. Fazer roteiros na Natureza, como visitar menires e outros monumentos pré-históricos (se bem que para lá chegar é preciso muitas vezes ir de carro e, depois de arrastar o meu namorado durante um circuito de 20 km para ver “pedras”, geralmente damos com um sítio mal tratado, com aroma a urina e decorado com preservativos e seringas usadas…).
5. Comer fruta da época.
6. Plantar flores e ervas aromáticas que realmente florescem!
7. A minha gata (esta devia vir em primeiro lugar)!
8. Gostava de, um dia, fazer férias numa quinta biológica ajudando na lavoura e comendo o que a terra der.
9. Andar de bicicleta, seja na cidade ou no campo.
10. Conseguir implementar (e manter) mudanças na minha vida que poderão, efectivamente, contribuir para reduzir o meu impacto na terra.
Na categoria Uncategorized | 4 Comentários »
Este post da Ema sobre a necessidade de apagar os e-mails antigos, chamou-me a atenção para outro problema. Se, para gerir toda a pesquisa “googlada” a nível mundial, a Google tem de ter servidores potentes e em número suficiente para suportar toda a transferência de dados, o mesmo se deve aplicar a outros motores de busca, bem como comunidades virtuais. Daí ter-me lembrado de todas as contas de e-mails que tenho/tinha espalhadas por aí e que já deixei de utilizar há muito.
Decidi, assim, não só apagar os e-mails antigos e outros muito pesados, como newsletters, pdfs, e-mails com anexo ou fotos já guardadas, etc., como decidi também passar em revista as minhas contas de e-mail e contas/perfis em comunidades como o Myspace, aonde não vou há uns 2 ou 3 anos. É inacreditável a quantidade de lixo que nós podemos produzir na Internet e que vão encher servidores que, por sua vez, consomem energia que daria, provavelmente, para abastecer as necessidades eléctricas de centenas de povoações durante dias a fio. Ou mesmo semanas. Bom, isto já sou eu a inventar…
O certo é que parece ridículo pensar nisto, de tão abstracto que é. Mas toda a gente já ouviu falar no possível colapso da internet devido a sobrecarga. Se há quem diga que isso não será de todo possível, numa mente tão pouco entendida a este nível como a minha faz todo o sentido que, um dia, a Internet entre em “ruptura de stock”.
Agora resta-me pensar numa maneira de armazenar todos os blogues que já tive num só sítio, de forma compacta e virtualmente mais ecológica. Que mania esta de acabar blogues quando deixam de fazer sentido e não os apagar logo por puro sentimentalismo e recomeçar logo outros…
Já agora, alguém tem uma ideia sobre como posso fazer isto?
Na categoria Uncategorized | 7 Comentários »
Nunca fazemos fritos em casa. Mesmo assim, descobri duas garrafas de óleo no armário das coisas “que raramente são precisas”. Ainda bem, porque me estava mesmo a apetecer fazer duas receitas que saíram na revista SaudávelVegetariana desta semana: rissóis de soja e croquetes de grão.
Não me vou pronunciar sobre o resultado final, porque… er… não vale a pena. Mas, como nunca tinha usado uma garrafa inteira de óleo alimentar, surgiu a dúvida sobre como fazer para reciclar o óleo. Fui pesquisar. Parece que, devido ao elevado impacto negativo dos óleos alimentares no solo e na água, estes não devem ser despejados para o esgoto. Ja há vários oleões espalhados pelo país, mas as informações que encontrei na Internet apontam para modos de recolha distintos: modo de recolha directo, em que se despeja o conteúdo da garrafa de óleo para o oleão, ou o modo de recolha em garrafa de plástico, quer seja a própria garrafa de óleo quer seja outra. Contudo, as garrafas de óleo (vazias) também podem ser normalmente recicladas no ecoponto amarelo.
Depois de tender a massa, surgiu ainda outro problema. A toalha de plástico limpa sobre a qual tendi a massa ficou totalmente encardida, especialmente porque me esqueci de a limpar imediatamente a seguir. Quando me lembrei, já era tarde para lavá-la apenas com água e esfregão.
Depois de todo o consumo de electricidade de uma tarde inteira na cozinha, decidi arranjar um método para lavar a toalha que fosse mais amigo do ambiente e foi então que me lembrei do belo do vinagre, que não serve só para desinfectar a salada.
Dentro de um balde com água quente, despejei uma quantidade considerável de vinagre e mergulhei a toalha na solução final, deixando repousar uma boa horinha. Depois disso, qual não foi o meu espanto (ou não) quando verifiquei que a gordura saía facilmente da toalha sem ser preciso esfregar muito. Tinha funcionado e não foi preciso usar detergentes agressivos para a pele e cheios de químicos. Foi só passar por água limpa e estender.
O cheiro que ficou a vinagre não foi muito agradável, mas soube muito bem ficar de consciência tranquila por uma vez que seja. Tinha esperanças que desse para me redimir dos pseudo-rissóis, mas não. Esses foram mesmo para o lixo. Aposto que se tivesse um vermicompostor e os deitasse lá para dentro, era capaz de ser o fim das minhocas…
Na categoria Uncategorized | 2 Comentários »




